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    bala soft



    - Cê sa-biaaaa que você é "minha-sua-tia"?

    - Sei. E você é minha sobrinha.

    - Sombrinha?

    - Não, só-bri-nha.

    (silêncio)

    - Tia... sóbrinha??? - com gesto dos dois dedinhos juntinhos, ilustrando sobra.....

    É, querida, você é mesmo um pedacinho, hehe, pedacinho da gente.

    ....



    Escrito por sara coelho às 22h04
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    ‎-- Ô Tia, deseiinha uma estela?
    E ôta?
    E ôta?
    E ôta.
    E ôta.
    - Taí, ô, um céu cheinho de estrelas.
    - E a bôboleta, tia?
    - Que borboleta?
    - Ati, ó. - apontando pro papel.
    - Uai, borboleta no céu, no meio das estrelas tem isso não.
    - Pu quê não?
    É mesmo. Por que não? E a tia, pra deixar de ser boba, desenhou logo uma borboleta em meio as estrelas.

     



    Escrito por sara coelho às 20h52
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    ‎(capítulo 42. A lua cheia espanta a bruma. Marina se espanta consigo mesma e constata)

    besta
    bocó
    trem
    marmota

    Ser adjetivada por amigo é o maior barato. Ofensas não há: o que é, é. TEnho orgulho de todas as minhas prendas acima. Grata por me lembrar do que é essencial. E sim, visível aos olhos. A bruma a se dissipar. 
    (by sca)* em homenagem àqueles amigos de sempre, que mesmo não presentes, o são, presentes! E cujos billhetes, em papel de pão ou na web, são poemas sem pretensão de o serem.)



    Escrito por sara coelho às 01h59
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    • re-reconhcendo seres que habitam

    • um mundo que não é meu

    • ou será?

    • o bosque vizinho é vosso mundo?

    • a floresta toda é o mundo de cada?



    Escrito por sara coelho às 09h25
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    ‎"DotÔ, tem um buraco aqui, ó".

     

    ‎"DotÔ, tem um buraco aqui, ó".


    A declaração do paciente faz toda diferença se olharmos a especialidade na plaquinha da porta....

    Odontólogo: dente. 

    Pele. DErmatologista.

    Pronto-socorro: tiro.

    Na porta do REstaurante Popular. Fome!

    --- x--

    (segunda parte)

    Na mesa do bar. Gastrite caminhando pra úlcera e, ou, crise existencial.

    Na porta do banco. Bancarrota.

    No divã. Silêncio ensurdecedor

     



    Escrito por sara coelho às 17h46
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    Promessa de SOL

    Eu prometo o sol, meu bem...

    ou

    A promessa de um Sol

    ou

    A promessa do Sol

     

    Todo ano era aquilo. Cecília bradava aos ventos que aquele sim, seria o melhor período de férias da família e agregados. Pegava todo o seu dinheiro (todo mesmo, como ganhava bem aquela desgramenta) e levava todos para, para Caraguatatuba, de novo.... 

    *nada contra Caraguatuba. sim, contra o "de novo" e a favor do substantivo como metáfora.



    Escrito por sara coelho às 14h28
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    Bem que poderia ser apenas TPM...

     

    Me sinto ir-me. Outra vez. Dessa vez no sumidouro do "sumidouro do espelho".

    / Que isso da vida?

    Como as caixinhas q vem dentro outra caixinha, outra caixinha, outra caixinha.

    Daqui ninguém me salva, além de mim mesma. (sca)



    Escrito por sara coelho às 00h58
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    Vê?
    Ali.
    Ali mesmo, entre as ruas lotadas, os ônubis ensurdecedores, a gente barulhenta do lugar, ali.
    Ali vive uma gente que sofre pra burro. Sofre porque vive, sofre porque ama. Discutem porque se falam.
    É ali, em meio a esse amor chamado Vida, que meu Domingo será de energia.
    "Esquenta o candieiro, ô nega." É hoje." 

    Foi.



    Escrito por sara coelho às 00h03
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    No diário de CAtharina.

    Brincando com a lama, aqui: bolinhos de lama, quem nunca fez?



    Escrito por sara coelho às 21h56
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    Bichinha preta.

    Preta, preta, preta.

    Chegou na minha vida

    Primeiro de supetão me interpelou: -- Na sua casa tem cachorro?

    Sinceramente, rebati:  -- Já teve, hoje tem não.

    --- Que bom, porque quando a gente tiver um cachorro, ele vai se chamar Feijão.

    Ah, preta, você mora desde antes, no meu coração.

    (sca)

     



    Escrito por sara coelho às 21h45
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    1989 (?)

    Barbárie e impotência, tudo tem a primeira vez.... testemunha impotente.



    Escrito por sara coelho às 21h15
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    Na fila do Ônibus

    Capítulo 7:

    -- Te perder foi a  coisa mais triste que já me aconteceu.

    -- E hoje?

    -- Coleciono.



    Escrito por sara coelho às 17h45
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    Como A MESMA PESSOA que ESTÁ com papel higienico agarrado no pé tem moral pra se estressar com o lixo remexido?

    Tá, sEI Q pelo menos o papel tava limpo, rs, MAS PERDI A moral, né.



    Escrito por sara coelho às 14h16
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    Escrito por sara coelho às 19h45
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    CAPÍTULO 1

    A professora Silvia não conseguiu deixar de se intrometer. Como não se condoer diante daquele aluno antes compenetrado que, de repente, não mais que de repente, passa a se perder durante a explanação, com olhar furtivo no além com ar de inacessível?

    Como em um filme.

    Todos os dias.

     

            Take 1:

    Antônio atravessa o pequeno pátio que leva as salas. Posta-se diante da sala do 4º ano – sua classe. Gira lentamente a cabeça pro lado direito,fixa-se no grupo de meninas do 6º ano que tagarela incessantemente e troca entre si algo entre esmaltes, revistas, e respostas do dever de casa.

    Take2: 

    -- Vai lá, AntÔnio, conversa com ela.

    -- Ham, que que foi, fessora?

    -- A Telma, AntÔNIO. Vai lá e puxa papo com ela...

     


    Suspiros mais que suspirosos. 

     


    fotO tb by sca

     



    Escrito por sara coelho às 20h11
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